Espaço Cultural Nossa Biblioteca, do Guamá, completa 41 anos

No último sábado (28), o Espaço Cultural Nossa Biblioteca (ECNB) completou 41 anos de fundação. A biblioteca comunitária, presente no bairro do Guamá, possui como principal função social a formação de uma comunidade leitora e criativa, por isso, há mais de quatro décadas, constrói um bairro de leitores, mas o sonho vai além: a Nossa Biblioteca deseja promover uma cidade de leitores.
A biblioteca surgiu a partir da ideia de duas missionárias em criar um espaço de leitura que abrangesse o saber da comunidade. “A Nossa Biblioteca” forma crianças e jovens que, através da leitura, ingressam às universidades e ao mercado de trabalho. Indo além do território guamaense, a ECNB alcança (mesmo que de maneira tímida), jovens de todas as periferias e bairros da cidade paraense, portanto, a necessidade de ações comunitárias e sociais que atingem várias realidades socioeconômicas.
O Espaço Cultural realiza atividades diária e semanalmente, voltadas para a área da educação e aberto para o público belenense de um modo geral, para tanto, ele necessita de patrocínios para efetuar o pagamento dos salários de funcionários, a ECNB elabora políticas públicas visadas para o Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de Belém (PMLLLB) e de eventos culturais gerais. Para tamanho engajamento, a biblioteca tem a colaboração e apoio da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias.
Foto: Andreza Alves
Na programação do 41º aniversário, o espaço ofereceu mediações de leitura, apresentações de teatro e música, contações de histórias, brincadeiras e sorteios de livros. Uma das atrações de maior destaque foi um protesto que ocorreu durante a programação, reivindicando mais segurança e paz na cidade de Belém e na periferia. O foco era na vida dajuventude da periferia.
Muitos são os cidadãos que aprendam a ler e a escrever nesse local, assim como, passam a ser voluntários que ensinam e aprendem com os leitores que virão. Os 41 anos da biblioteca são marcados por luta e resistência, seja para manter o local aberto, seja para aproximar a comunidade da leitura e manifestações artísticas e culturais.
Andreza Alves
(Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela Estácio do Pará / Membro voluntária na Além-Margem)

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