Reprodução: G1 Tocantins
Essas iconografias, publicadas no livro produzido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), representam símbolos da cultura tocantinense. Eles retratam arte, fauna, flora, pontos turísticos e históricos, além de aspectos arquitetônicos.
Confira abaixo os ícones que marcam o Tocantins:
Aspectos Naturais
Cigana (catingueira)
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Cigana, pássaro também conhecido como cantingueira, e sua iconografia — Foto: Renato Torres Pinheiro e Sebrae Tocantins
A cigana é uma espécie encontrada em regiões ribeirinhas na bacia Tocantins-Araguaia. A ave chama atenção por características peculiares, como o odor de esterco, olhos vermelhos e semelhança com uma galinha. A espécie foi descoberta há mais de 200 anos é conhecida popularmente por outros nomes como jacu-cigano e catingueira.
Arara-Canindé
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Arara-canindé e sua iconografia — Foto: Luciana Pires e Sebrae Tocantins
As queridinhas do Tocantins, que encantam moradores e visitantes chamam atenção pelas interações inusitadas. Nos últimos anos, essas araras foram vistas voando entre motos de policiais, pegando ‘carona’ no ombro de personal trainer e até ciclistas. Em Palmas, uma moradora chegou a contar 23 das aves em um coqueiro no quintal.
No Brasil, a arara é encontrada na região norte, centro-oeste e estados como Bahia, Minas Gerais e São Paulo.
Babaçu
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Coco babaçu e sua iconografia — Foto: Emerson Silva e Sebrae Tocantins
O formato do coco e suas sementes dão vida a várias peças artesanais. A palmeira que tem origem na região amazônica também é usada como matéria-prima para construção de casas e o fruto na alimentação. O babaçu, que tem como nome científico Orbignya speciosa, dá em cachos longos de aproximadamente 70 a 90 centímetros.
Pequi
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Pequi e sua iconografia — Foto: Rede Globo e Sebrae Tocantins
O fruto espinhoso divide opiniões entre quem não gosta e quem admira o sabor do cerrado. O pequi é utilizado em várias receitas salgas e doces, como o sorvete e brownie. No Tocantins, sua fama é tão grande que festivais são feitos eleger o maior roedor de pequi e o fruto ganhou um dia no calendário de Gurupi, para chamar de seu. Na cidade, o Dia do Pequi é celebrado no dia 23 de outubro.
Buriti
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Buriti e sua iconografia — Foto: Divulgação e Sebrae
Assim como o coco babaçu, o buriti é um fruto usado tanto para alimentação como para artesanato. Seu gosto intenso está presente em sorvetes, geleias, licores e mais. Artesãos aproveitam as folhas da árvore de buriti para criar cestos, bolsas e cordas. A palmeira, que chega até 35 metros, também é usada para fabricação da viola de buriti, um instrumento musical criado em 1940.
O fruto também é conhecido como carandá-guaçu, coqueiro-buriti, palmeira-do-brejo e miriti.
Jalapão – Fervedouro
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Fervedouro no Jalapão e sua iconografia — Foto: Divulgação
Com águas cristalinas, o fervedouro é um dos pontos queridinhos dos turistas que frequentam o Jalapão. A nascente cria uma pressão que suspende qualquer corpo que estiver dentro da água, sendo impossível afundar no fervedouro. O local é escolhido por pessoas que buscam descansar e aproveitar a natureza e fica no Parque Estadual do Jalapão.
Jalapão – Serra da Catedral
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Serra da Catedral e sua iconografia — Foto: Thiago Sá e Sebrae
A serra, que possuí 180 metros de altura, recebeu o nome devido ao formato das rochas que lembram uma catedral. O local fica na divisa entre Bahia, Maranhão e Piauí e recebe vários visitantes. A escadaria que dá acesso a serra tem 365 degraus, maior do que a escadaria do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que tem 150 degraus a menos. Região faz parte do Parque Estadual do Jalapão.
Jalapão – Morro do Saca Trapo
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Morro do Saca Trapo — Foto: Thiago Sá e Sebrae
O morro também faz parte do parque estadual, em Mateiros. As formações rochosas ficam em uma das extremidades da Serra do Espírito Santo.
Aspectos Culturais
Amor perfeito
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Biscoito perfeito e sua iconografia — Foto: Jesana de Jesus e Sebrae
Um biscoito delicioso, que derrete na boca e é Patrimônio Cultural e Gatronômico do Tocantins. O doce feito em Natividade tem formato de coroa e carrega uma história de tradição familiar tocantinense. Dona Naninha, que é referência na culinária do estado, aprendeu a receita com sua mãe, produziu o doce durante anos e passou a tradição para seus filhos.
O biscoito é feito a base de polvilho, leite de coco, manteiga de leite e açúcar refinado.
Boneca Ritxoko
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Boneca Ritxoko e sua iconografia — Foto: Secult e Sebrae
Outra produção que também está relacionada com a tradição e gerações é a boneca ritxoco. Mulheres da etnia Karajá produzem as peças que retratam o cotidiano e lendas do povo indígena. As obras são feitas com uma mistura de argila branca, retirada do fundo dos rios e das cinzas da cega-machado, uma árvore que tem madeira muito dura. As bonecas são consideradas Patromônio Cultural Brasileiro desde o dia 25 de janeiro de 2012.
Capim Dourado
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Mandala de capim dourado e sua iconografia — Foto: Thiago Sá e Sebrae
A planta, que nasce no cerrado, é usada como uma das principais fontes de artesanato no estado. Com uma festa feita apenas para a colheita, o capim dourado é transformado pelas artesãs em brincos, colares, bolsas, calçados, vasos e decorações como relógios e mandalas. Essas artes são comercializadas em outros estados do país e no exterior. A planta é encontrada na região do Parque Estadual do Jalapão, e só pode sair do estado se transformada em alguma peça artesanal, segundo legislação estadual.
No início do ano a atriz Erika Januza usou uma fantasia feita de capim dourado durante o o ensaio pré-carnaval da escola de samba Unidos do Viradouro.
Filigrana
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Joia feita com técnica de filigrana e sua iconografia — Foto: Tharson Lopes e Sebrae
A filigrania é uma técnica usada por ourives que trabalham com fios finos de ouro e prata transformando em joias. A prática milenar criou raízes em Natividade, onde a cultura continua a passar de geração em geração. A filigrana chegou ao Brasil ainda no século XVIII, durante a colonização portuguesa.
Suça – dança
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Dança suça e sua iconografia — Foto: Emerson Silva e Sebrae
Marcada pelas grandes saias que giram ao compasso dos tambores e viola, a dança suça encanta e tem presença forte nas regiões central e sudeste do estado. A suça é uma manifestação cultural afrobrasileira e faz parte de uma herança cultural trazida por escravizados no período da exploração do ouro no Tocantins, quando ainda fazia parte do norte de Goiás. No estado, a dança é praticada nas cidades onde acontece o festejo do Divino Espírito Santo.
Pinturas rupestres
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Pinturas rupestres e sua iconografia — Foto: Heitor Moreira e Sebrae
Apesar de ser um estado novo, Tocantins coleciona histórias milenares. No Tocantins, é possível encontrar diversas pinturas rupestres, já que são mais de 16 sítios arqueológicos em solo tocantinense, segundo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As figuras pré-históricas são encontradas na região do Jalapão.
Folia do Divino – bandeira
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Bandeira usada na folia do Divino Espírito Santo e sua iconografia — Foto: Kadu Souza e Sebrae
Quem frequenta as folias do Divino Espírito Santo já conhece a pomba que marca a bandeira vermelha balançada por fiéis durante os festejos. A festa acontece há mais de 200 anos e também conta com a apresentações da dança suça. Durante a programação, o capitão e rainha saem da missa e são levados pelos fiéis na caminhada até a Igreja Matriz, acompanhando de forró e dança suça.
Aspectos Criativos
Casario Porto Nacional – Seminário São José
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Janela do Seminário São José em Porto Nacional e sua iconografia — Foto: Google e Sebrae
As janelas do Seminário São José, antigo Convento Santa Rosa de Lima que fica em Porto Nacional, são um dos ícones do Tocantins que simbolizam história e religiosidade. Segundo o Estado, o espaço usado pelos padres dominicanos desde o início da década de 20, foi uma das primeiras edificações construídas, quando o Tocantins ainda era norte de Goiás. O seminário fica a direita do Rio Tocantins, ao lado da Catedral de Nossa Senhora das Mercês.
Catedral Nossa Senhora das Mercês
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Catedral Nossa Senhora das Mercês e sua iconografia — Foto: Emerson Silva e Sebrae
Construída no século XIX, a catedral é um dos principais pontos turísticos do Tocantins. A edificação, que como base a arquitetura francesa, fica em Porto Nacional e é considerada Patrimônio Histórico desde 2008. A catedral recebe fiéis e visitantes, além de missas e programações especiais no feriado de Nossa Senhora das Mercês, padroeira de Porto.
Igreja Nossa Senhora Rosário dos Pretos
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Igreja Matriz de Nossa Senhora da Natividade e sua iconografia — Foto: Prefeitura de Natividade e Sebrae
A igreja é feita de pedras e começou a ser construída por escravizados no século XVIII, mas nunca foi finalizada. Ela possui os arcos de entrada feitos com grandes tijolos especiais produzidos na época. A edificação fica em Natividade, região sudeste do estado, e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Para o órgão a igreja “representa o monumento símbolo da raça negra e do trabalho escravo da fase da mineração”.
Matriz Nossa Senhora da Natividade – ornamento do altar
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Ornamento do altar da Matriz de Nossa Senhora da Natividade e sua iconografia — Foto: Sebrae
Na matriz de Nossa Senhora da Natividade, os detalhes do altar onde a imagem da santa fica, chamam atenção pelos detalhes e beleza. Nas cores azul e branco a estrutura abriga a santa levadas pelo jesuítas à Vila de São Luiz, que hoje é o município de Natividade, em 1735.
Praça dos Girassóis – Rosa dos Ventos
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Rosa dos ventos na praça dos Girassóis e sua iconografia — Foto: Google e Sebrae
A rosa dos ventos é representada em dois lugares diferentes na Praça dos Girassóis. Os visitantes podem vê-la em uma grande pintura no chão da praça, em frente ao palácio. No centro da pintura também fica o Monumento à Bíblia. Já a segunda rosa fica no hall do palácio e representa verdadeiro ponto central do Brasil.
Praça dos Girassóis – Coluna Prestes
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Monumento Coluna Prestes na praça dos Girassóis e sua iconografia — Foto: ATN e Sebrae
Construída pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurada em 2001, o memorial é uma homenagem aos Tenentes de 1922 e a marcha da Coluna Prestes. A edificação fica exatamente no espaço por onde Preste passou. Na parte exterior, a escultura de bronze ‘Cavaleiro da Luz’, que fica em um pedestal, faz referência ao tenente que desbravou o país.
Praça dos Girassóis – Palácio do Araguaia
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Arco na entrada lateral do Palácio do Araguaia e sua iconografia — Foto: Sebrae
O palácio foi projetado pelos arquitetos Maria Luci da Costa e Ernani Vilela e fica no centro da praça. Construída em 1991, o local ‘corta’ as principais avenidas de Palmas, avenida Teotônio Segurado e avenida Juscelino Kubitschek. O nome do prédio foi alterado em homenagem ao ex-governador do Tocantins, Siqueira Campos, que faleceu em julho de 2023


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