A Universidade Federal do Pará (UFPA) lançou, no dia 5 de junho, em Belém, o movimento “Ciência e Vozes da Amazônia na COP 30”. O evento reuniu debates, exposições científicas e convidados de diversas regiões do Brasil, com o objetivo de dar visibilidade às pautas amazônicas no contexto das mudanças climáticas.
A iniciativa teve como proposta sensibilizar a comunidade acadêmica e ampliar o protagonismo das vozes da Amazônia diante dos desafios ambientais globais. O movimento buscou ainda fortalecer o diálogo com diferentes grupos sociais, movimentos populares e instituições da região, destacando as especificidades locais nas soluções a serem discutidas durante a COP 30.
A UFPA já havia criado, em dezembro de 2024, a Comissão Executiva da COP 30, composta por cinco docentes de distintas áreas do conhecimento: Antônio Maués, Flávio Barros, Izabela Jatene, Leandro Juen e Maria Ataíde Malcher. A comissão passou a articular ações e estratégias para garantir que a universidade tenha participação ativa no evento internacional.
O movimento propôs construir uma ponte entre a ciência acadêmica e os saberes tradicionais, valorizando a diversidade sociocultural da região amazônica. Participaram do evento reitores de universidades da Amazônia, representantes de movimentos sociais e especialistas em mudanças climáticas.
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Entre os convidados, estiveram presentes lideranças indígenas, quilombolas e integrantes da sociedade civil organizada, contribuindo com perspectivas plurais e experiências de resistência e cuidado com o território.
A programação reforçou a importância da mobilização social e dos desafios ambientais que estarão em pauta na COP 30. Para o reitor Gilmar Pereira da Silva, a iniciativa reafirmou o compromisso da UFPA com a ciência, a inclusão e a sustentabilidade: “Acreditamos que alternativas responsáveis para o futuro e para o equilíbrio climático do planeta envolvem diretamente a maior floresta tropical do mundo”, declarou.


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