Assessoria do Movimento COP 30 UFPA
Artistas do grafite do movimento de arte e ativismo nacional “Megafone Artivismo” já estão em Belém para realizar a criação de um mural em grafite referente à COP 30 e mudanças climáticas, e o local escolhido foi o Muro do portão principal da maior universidade do Norte do Brasil, a Universidade Federal do Pará (UFPA). A pintura começou na manhã desta segunda, segue até o dia 22 de maio (quinta), e tem apoio institucional do Movimento Ciência e Vozes da Amazônia/UFPA.
O trabalho está sendo realizado em parceria com o Coletivo Mairi de artivistas indígenas, e é assinado pelos integrantes do coletivo: And Santtos/ PA (que fez a intervenção artística no prédio do PPGL/UFPA), Tai/PA artista indígena, Cely/PA artista indígena, além do artivista Mundano/SP (fundador do Megafone Ativismo).
Parte do mural faz um alerta sobre a devastação da Amazônia: a pintura conta com material coletado em um território indígena, a aldeia Anambé, demarcada como a terra indígena mais próxima da capital paraense. Na grafitagem serão incluídos o carvão e as cinzas de queimadas ocorridas em 2024, que destruíram 40 mil hectares de floresta, dos 80 mil hectares que existiam originalmente nesse território. Uma outra parte do material foi recolhida da comunidade quilombola Cacoal (Mojú/PA), diretamente da Casa de Farinha do quilombo, a fim de reconhecer a importância dos povos tradicionais em seus processos artesanais de produção, como guardiões de suas culturas ancestrais e de respeito à floresta amazônica. Além disso, os artistas também utilizam como pigmento as argilas das ilhas de Caratateua e Cotijuba, que são empregadas no processo de pintura do painel.
Reiterando que a intervenção artística começou nesta segunda-feira bem cedinho, com a limpeza e preparação da grande tela: o muro do portão 1, em um processo que inclui a mistura e testagem das tintas, o preparo da argila das ilhas próximas a Belém, além de outros materiais naturais recolhidos na região.


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