28ª Feira Pan-Amazônica do Livro começa dia 16 em Belém e homenageia Wanda Monteiro e Mestre Damasceno

A 28ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes será realizada de 16 a 22 de agosto de 2025, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém. Com entrada gratuita e visitação das 9h às 22h — sendo permitida entrada até as 21h — o evento traz uma programação rica e diversa, que homenageia a escritora e poeta Wanda Monteiro e o compositor e mestre da cultura popular Mestre Damasceno.

A feira é um dos maiores encontros culturais da região Norte, reunindo vozes que celebram a pluralidade da Amazônia. Neste ano, as atividades giram em torno de temas como Vozes da Poética e da Encantaria, Vozes do Clima – em consonância com a COP 30 –, Vozes da Diversidade e Inclusão, Vozes da Infância e Juventude, Vozes do Escritor Paraense, Vozes Cabanas e Vozes dos Saberes Ancestrais. A programação inclui rodas de conversa, bate-papos, apresentações teatrais e contação de histórias, formando um espaço vivo de diálogo entre literatura, arte e memória. Acesse a programação completa clicando aqui!

Ao fim de cada dia, o público poderá prestigiar shows musicais com nomes que dialogam com as raízes amazônicas e a cultura popular, como Mestre Damasceno e Nativos Marajoaras, Alba Mariah, Andréa Pinheiro, Nany People, Roberta Campos, Nilson Chaves, Allex Ribeiro, Pedrinho Cavalléro, Silvinha Tavares e Quentes da Madrugada.

Saiba mais sobre os homenageados

Wanda Monteiro, filha do renomado escritor Benedicto Monteiro, nasceu em 1958 em Alenquer, oeste do Pará. Advogada e pesquisadora da obra do pai, sua produção literária — composta por livros, contos, ensaios e poemas — destaca a Amazônia como cenário e protagonista, consolidando-se como uma das vozes mais importantes e resistentes da literatura contemporânea amazônica.

Mestre Damasceno, nascido em 1954 na comunidade quilombola do Salvá, em Salvaterra, Marajó, é uma figura emblemática da cultura popular local. Criador do Búfalo-Bumbá de Salvaterra, ele mistura teatro popular, ancestralidade quilombola e elementos da natureza amazônica em suas manifestações culturais. Mesmo com deficiência visual desde os 19 anos, sua voz e versos improvisados guardam a memória viva do povo marajoara. Em maio de 2025, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, a maior honraria do Ministério da Cultura, em reconhecimento à sua trajetória e contribuição artística.

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