A produtora Black Mamb4 Records, nascida na periferia de Belém, lançou na última sexta-feira (7) “Dia de Rock”, parceria entre Tião Mamb4, Vitor Z3ro, Negrabi e MC Cakau. O lançamento chega acompanhado de um videoclipe repleto de referências à cultura popular e à estética das festas de aparelhagem.
A colab reafirma a potência criativa das periferias amazônicas e traz como corpo coreográfico o Corpo de Dança da Black Mamb4 Records (CDBMR), coordenado pela multiartista Azuliteral, além dos coletivos Twerkseiras, Black List Crew e Favelados Dance. Juntos, dão ao clipe uma dimensão cênica marcada pela diversidade de corpos, movimentos e presenças. Assista:
Misturando rap, funk carioca, tecnomelody e tecnofunk paraense, a faixa busca representar a energia do cotidiano e das festas populares. “Minha letra fala dos preparativos pro rock doido, a galera se arrumando, o encontro no espaço da festa. Gravamos no próprio ambiente onde isso acontece, com decoração, iluminação e muita gente dançando, porque isso é viver o rock doido de verdade”, explica Tião Mamb4, que assina a produção musical ao lado de Vitor Z3ro e a direção audiovisual com Gabriel Melo e Rafael Gomes. “É feito por nós, com a nossa cara, pra quem vive essa cultura”, completa.
Na criação da faixa, cada artista trouxe sua identidade. Vitor Z3ro, responsável pelo beat e parte da letra, define sua contribuição como experimental e voltada à dança: “Na minha parte, trago a vivência de quem dança. Cito steps de danças urbanas que lanço quando tô no rock. É corpo no som.”
Negrabi imprime sensualidade e poder feminino em sua participação: “Eu narro como vivo meus dias de rock, trazendo uma atmosfera que une desejo e regionalidade. Meus versos são direcionados a uma mulher negra encantadora e indomável. A ideia é afirmar poder e autonomia preta.”
Já MC Cakau reforça o foco na coletividade e na cultura periférica: “Minha letra fala da vivência das festas, da linguagem e dos termos da periferia. A gente construiu algo onde todo mundo se reconhece, é pertencimento.”
Nesse mesmo espírito, Azuliteral destaca o papel central da dança na narrativa do videoclipe: “A cultura de movimento é determinante. Temos Funk (passinho e rebolado), Twerk e Vogue Femme, vertentes afro-diaspóricas que dialogam com as identidades presentes. Reunimos diversos corpos para enaltecer a pluralidade de belezas”, finaliza.
Texto adaptado do original enviado por Evelin Stefanie Paixão/ Assessoria de Imprensa


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