MAIRI – Mostra Internacional de Cinema Transbordante segue com inscrições abertas para curtas, médias e longas-metragens de temática livre

Nos dias 13 de 14 de março, Belém será sede do MAIRI – Mostra Internacional de Cinema Transbordante. O evento propõe a exibição de curtas, médias e longas-metragens de temática livre. O objetivo é desafiar as formas convencionais de narrar, sentir e perceber o mundo através do audiovisual.

As inscrições de obras para o evento seguem abertas até dia 18 de fevereiro e são gratuitas e é uma grande oportunidade para artistas e realizadores audiovisuais, afinal a MAIRI não se apresenta apenas como festival, mas como um espaço de fruição e debate sobre cinema.

Segundo a produtora e organizadora Xan Marçall, a proposta surgiu do desejo de promover em Belém a discussão de propostas audiovisuais que transbordem perspectivas imagéticas, narrativas e estéticas. A iniciativa busca expandir o modo de ver e também o modo de estar diante das imagens.

Inspirada na ideia de transbordamento, a mostra entende o cinema como gesto poético, político e ecossistêmico. A curadoria se afasta de categorias rígidas e busca filmes que arrisquem novas maneiras de existir no mundo, operando nas bordas entre linguagem, política e experiência sensorial. Transbordar é o método, atravessando gêneros, suportes e geografias.

A Essência da MAIRI: Cinema Transbordante

O caráter cosmopolítico é central. Em tempos de crise ambiental e disputas de narrativas, a MAIRI propõe o cinema como espaço de escuta e confronto. Cosmologias e memórias coexistem sem hierarquias simplificadoras. Xan Marçall observa que “Mairi é uma narrativa em disputa que impulsiona uma memória cultural e geográfica aquática, marcada pela presença indígena”. A Amazônia surge como território vivo de pensamento e criação.

A produtora Xan Marçall também enfatiza que a MAIRI pretende provocar uma imersão de filmes que transbordem o convencional. Estes filmes geralmente não ocupam salas de cinema oficiais. A mostra é uma oportunidade de apreciação e imersão no exercício de olhar o mundo, convidando a um tempo de atenção, presença e abertura.

A escolha do SESC Ver-o-Peso como sede reforça a dimensão simbólica da mostra. Segundo Xan, a ideia é criar um diálogo espacial e imaginário entre o contemporâneo e o antigo. O local é uma encruzilhada marcada por lutas, memória e ressignificações. O entorno urbano, histórico e popular influencia a experiência do público, aproximando o cinema da pulsação da cidade.

Inscreva-se!

As submissões para a MAIRI estão abertas até 18 de fevereiro de 2026. A mostra se posiciona como um espaço internacional de diálogo. Produções de diferentes partes do mundo poderão coexistir com obras do Norte do Brasil e do Sul global. O objetivo é formar um campo de trocas onde o olhar amazônico seja estrutural, e não periférico.

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