Amazônia Imersiva inova em exposição na Casa das Onze Janelas, reunindo pinturas, vídeos, música e arte digital; visite!

A exposição Amazônia Imersiva chega a Belém para uma experiência inédita de arte contemporânea amazônida. O evento acontecerá no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, propondo um mergulho sensorial.

A mostra entrelaça pinturas, fotografias, vídeos, música e arte digital, reunindo trabalhos de artistas como Ailton Krenak, Coletivo Mahku, Elza Lima e Ge Viana. A proposta é ampliar as narrativas contemporâneas da Amazônia.

Imagine caminhar por fotografias e imagens da Amazônia em cor, movimento e som. Essa é a essência da exposição na Casa das Onze Janelas, com entrada gratuita.

Experiência imersiva em três ambientes

A programação reúne cerca de 30 artistas e coletivos do Brasil e do exterior, incluindo participações da Amazônia peruana e do Reino Unido. As experiências imersivas, apresentações audiovisuais ao vivo e shows inéditos seguem até maio.

A mostra oferece uma experiência audiovisual dedicada à arte contemporânea amazônida em uma sala com projeções em 360 graus. Obras de artistas da região ganham escala monumental, transformando o espaço em um ambiente sensorial onde o público interage com as imagens.

Roberta Carvalho, artista visual e curadora do projeto, destaca a importância: “Se por séculos foram projetadas sobre a Amazônia imagens de ausência, violência e estereótipos, agora projetamos nossa presença.”

A trilha sonora da experiência imersiva, dirigida por Aíla, mescla ritmos e referências de diversas tradições da região.

Aíla, artista-curadora e diretora artística, complementa: “São muitos artistas envolvidos, desde a trilha sonora que mergulha em ritmos amazônicos — do marabaixo à música indígena — até a música eletrônica experimental e as radiolas de reggae do Maranhão.”

A iniciativa é apresentada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Nubank, em parceria com o British Council e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Pará.

Os espaços da Amazônia Imersiva

A ocupação Amazônia Imersiva está dividida em três ambientes distintos, guiando o público por variadas perspectivas sobre arte, território e ancestralidade.

O primeiro ambiente abriga a experiência audiovisual imersiva, com obras projetadas em 360°. A trilha sonora tem direção musical de Aíla e composição do produtor indígena Nelson D., com sonoridades amazônicas que vão do marabaixo ao carimbó, passando por experimentações eletrônicas.

O segundo espaço, a Sala Manifesta, exibe frases, pensamentos e biografias de artistas e intelectuais da Amazônia. Conta também com a instalação Ouriços Falantes, que usa ouriços de castanha como caixas de som para reproduzir depoimentos sobre a região.

O terceiro ambiente foca no conceito de tecnologias ancestrais, propondo uma reflexão sobre conhecimentos ligados ao cultivo, alimentação, medicina da floresta e formas de organização da vida amazônica.

O projeto arquitetônico da ocupação foi assinado pela dupla Luís Guedes e Pablo do Vale, da Guá Arquitetura.

Artistas indígenas e amazônicos em destaque

A presença de artistas indígenas e de diferentes territórios amazônicos é um dos pilares do projeto. Entre os participantes estão Ailton Krenak (MG), liderança e pensador do povo Krenak; o Coletivo MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin (AC); o artista indígena Paulo Desana (AM); Glicéria Tupinambá (BA) e Jaider Esbell (RR).

A mostra também reúne artistas visuais da região, como Elza Lima (PA), Gê Viana (MA), Keila Sankofa (AM) e Hal Wildson (MT/GO). A dimensão internacional é representada por Olinda Silvano, artista do povo Shipibo-Konibo, da Amazônia peruana. Outros participantes incluem Roberta Carvalho (PA), Ronaldo Guedes (PA), o duo audiovisual VJ Suave (SP) e PV Dias (PA).

Programação com shows e residências

Até maio, o projeto oferecerá atividades gratuitas e shows quinzenais. A agenda completa será divulgada no perfil oficial do evento no Instagram. Um dos destaques é a apresentação internacional do Dengue Dengue Dengue, duo peruano que mistura música eletrônica, ritmos afro-latinos e estética psicodélica inspirada nas culturas amazônicas.

O projeto inclui residências artísticas que conectam criadores amazônidas a artistas internacionais, promovendo intercâmbios em arte, música e tecnologia.

Em parceria com o British Council e o Instituto Guimarães Rosa, os artistas escoceses Tom Scholefield e Sonia Killmann desenvolverão uma obra com artistas amazônidas, como Nelson D., resultado de uma residência artística realizada em Belém.

Serviço

Amazônia Imersiva

Onde? Casa das Onze Janelas — Cidade Velha, Belém

Quando? Até 6 de maio de 2026

Horários:

  • Terça a quinta: 9h às 17h
  • Sexta a domingo: 9h às 20h

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