Exposição Banzeiro Maeriwara segue até dia 30 de abril na Casa Igapó, em Belém

A exposição Banzeiro Maeriwara segue em cartaz até o dia 30 de abril, na Casa Igapó, em Belém.

O projeto é realizado por Nicole Ribeiro, 144 Hub e Banzeiro Exposições, com apoio da Igapó, casa criativa. A proposta da exposição é abordar a ancestralidade amazônica, a relação com os rios e a construção da identidade cultural da região.

A mostra parte da ideia de “banzeiro”, termo utilizado para descrever o movimento das águas provocado por forças como o vento e embarcações. A proposta curatorial utiliza esse conceito como metáfora para refletir sobre memória, território e pertencimento na Amazônia.

O nome “Maeriwara” remete à história anterior à fundação de Belém, quando a região às margens do rio Guamá era habitada pelo povo Tupinambá e conhecida como Mairi. A exposição busca resgatar essa relação ancestral com o território, entendido como um elemento vivo e integrado à cultura local.

Debate sobre preservação e impactos nos rios do Pará

A proposta da exposição também levanta reflexões sobre a situação atual dos rios no Pará. O material curatorial destaca preocupações com projetos como dragagem, hidrovias industriais e expansão portuária sem licenciamento ambiental adequado, que podem impactar comunidades locais.

A iniciativa propõe discutir a relação entre desenvolvimento e preservação ambiental, além de incentivar o reconhecimento dos rios como parte fundamental da identidade e da vida na região.

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