A exposição “Modos de comungar”, do artista paraense PV Dias, será aberta nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, às 19h, no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), no Rio de Janeiro. A mostra segue em cartaz até 21 de junho, com visitação de terça a domingo, das 10h às 17h, com entrada gratuita.
A exposição é individual e tem curadoria de Larissa Machado, Marina Pinheiro e Pedro Marco. A proposta parte de um diálogo com o acervo do museu e com a região conhecida como Pequena África, articulando diferentes camadas históricas e modos de presença no território.
Natural do Pará e, PV Dias vive no Rio de Janeiro há uma década e mantém ateliê no bairro de Vila Isabel. A experiência no local orienta o percurso da mostra, que também se aproxima da figura de Noel Rosa para refletir sobre disputas simbólicas e narrativas culturais.
Exposição marca 10 anos de trajetória no Rio de Janeiro
A mostra reúne pinturas inéditas em grande escala e marca uma década de trabalho do artista na capital fluminense. O percurso expositivo é construído a partir de caminhadas pelo bairro e da escuta de histórias locais, elementos que atravessam as obras apresentadas.
No centro da exposição está a tensão entre os sambistas Noel Rosa e Wilson Baptista. A relação entre os dois, marcada por provocações em suas composições, é utilizada como referência para pensar a criação artística como espaço de confronto.
Samba e memória afro-diaspórica orientam a pesquisa artística
A curadoria destaca que a exposição propõe o “comungar” como prática que tensiona narrativas históricas e propõe novas formas de leitura. Segundo o texto curatorial, a ideia envolve uma experiência coletiva marcada por trocas, conflitos e imaginação.
O artista também dialoga com o acervo do Muhcab, incluindo referências a obras de Heitor dos Prazeres, parceiro de Noel Rosa. A canção “O Pierrot Apaixonado” inspira duas das pinturas apresentadas, intituladas “O Pierrot” e “O Arlequim”.
Trajetória inclui exposições no Brasil e exterior
PV Dias desenvolve uma pesquisa voltada à relação entre arquivos históricos e musicalidade afro-diaspórica. Seu trabalho busca questionar narrativas consolidadas e ampliar as possibilidades de construção da memória.
Antes desta mostra, o artista participou de exposições como “Amazônia Açu”, na Americas Society, em Nova York, “Bloco do Prazer”, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, “Funk!”, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e “Terra Incógnita”, na Universidade Federal do Pará.


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