A obra musical de Antônio Luiz do Carmo Conceição, o eterno Tonny Brasil, foi oficialmente declarada patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará. O reconhecimento ocorreu na segunda-feira, 1 de junho de 2026, após a governadora Hana Ghassan Tuma sancionar a lei. A data não é ao acaso e marca também a proximidade com os 2 anos de saudade do músico, que nos deixou em 2 de junho de 2024, isto é: há exatamente dois anos.
Assim, a Lei nº 11.461, que é uma grande homenagem ao músico, foi publicada no Diário Oficial do Estado. O projeto de lei partiu do deputado estadual Elias Santiago e obteve aprovação da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
A declaração, baseada no artigo 286 da Constituição do Estado do Pará, visa preservar a memória do artista e valorizar o tecnobrega. Este gênero musical, apesar da popularidade, enfrentava e ainda enfrenta barreiras institucionais de cultura e agora recebe valorização oficial.
Quem foi Tonny Brasil?
Nascido em Belém em 28 de março de 1967, Tonny Brasil é aclamado como o criador do tecnobrega. Ele formou o gênero musical ao fundir o brega tradicional com batidas eletrônicas e sonoridades digitais, marcando uma inovação na cena musical.
Ao longo de sua carreira, Tonny Brasil compôs cerca de 2 mil músicas, das quais aproximadamente 700 foram gravadas por ele e por grandes nomes da música brasileira. Artistas como Banda Calypso, Joelma, Reginaldo Rossi, Leonardo, Marília Mendonça, Wanderley Andrade e Gaby Amarantos interpretaram suas obras.
Sua produção musical projetou o som das periferias amazônicas e exerceu forte influência sobre gerações de artistas. Entre suas composições mais célebres, destacam-se: Cúmbia do Amor, Fórmula Mágica, Leviana, Oração, Isso é Amor e Meu Amor é todo seu, entre inúmeros outros sucessos.
Apelidado de “pai do tecnobrega”, Tonny partiu aos 57 anos ele teve um papel crucial na fusão de ritmos, como o zouk com o brega-calipso e o brega melody, criando a sonoridade característica que o consagrou.




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