Companhia Treme Terra apresenta espetáculo ‘Florestas de Odé’, inspirado em Oxóssi, em Belém

A Cia Treme Terra, referência na dança negra contemporânea brasileira, chega a Belém em agosto para a estreia de ‘Florestas de Odé’ na região Norte. A apresentação será no dia 18 de agosto, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, marcando a primeira circulação do espetáculo fora de São Paulo.

A passagem pela capital paraense integra a turnê nacional que celebra os 20 anos da companhia. No dia 17 de agosto, às 19h, o Cine Líbero Luxardo exibe o documentário ‘Danças Negras’. Após Belém, a Cia Treme Terra segue para Parauapebas com oficinas e novas apresentações.

O Pará ocupa um lugar particular na trajetória da companhia, pois foi no estado, em 2017, que o grupo teve um de seus primeiros encontros com a região Norte. O retorno acontece com uma obra que aborda a floresta, a ancestralidade e as formas contemporâneas de sobrevivência.

Com duas décadas de atuação, a Cia Treme Terra desenvolve um trabalho que une criação, formação e investigação artística. A trajetória foi reconhecida por premiações como o Prêmio Klauss Vianna e o Programa Municipal de Fomento à Dança para São Paulo. A circulação atual é viabilizada pelo Instituto Cultural Vale e Lei Rouanet.

O Espetáculo Florestas de Odé

Inspirado nas tradições da cultura iorubá, ‘Florestas de Odé’ parte das múltiplas facetas de Oxóssi, orixá associado às florestas e à caça. A peça aproxima narrativas ancestrais de questões contemporâneas, como desmatamento, violência contra comunidades e exploração do trabalho.

A obra, concebida em São Paulo, explora a figura do ‘Oxóssi da cidade’, que navega pela ‘floresta de pedra’. Este personagem busca caminhos e provê sustento, conectando o arquétipo ancestral ao cotidiano de trabalhadores em realidades de desigualdade e precarização.

A estreia na região Norte adiciona uma nova camada à pesquisa, ao colocar uma obra de metrópole diante de públicos com outras relações com a floresta e o território. A diversidade das culturas negras e indígenas e as disputas pela terra na Amazônia enriquecem o diálogo da obra.

Para João Nascimento, a circulação permite que a obra seja atravessada pelos lugares onde chega. Ele destaca que a dança, como linguagem viva, é sensível ao espaço, ao público e à atmosfera local. O retorno ao Norte possibilita uma troca, dialogando com saberes e memórias de cada território.

Documentário ‘Danças Negras’ e Acessibilidade

Além do espetáculo, a programação em Belém inclui a exibição de ‘Danças Negras’, um documentário. O filme reúne depoimentos de importantes nomes das artes e da cultura brasileira, como Kabengele Munanga, Makota Valdina e Lia Robatto, ampliando a discussão sobre a arte negra contemporânea.

As atividades contam com recursos de acessibilidade para garantir a inclusão do público. As apresentações e rodas de conversa terão intérprete de Libras, enquanto a exibição do documentário será acompanhada de Libras, audiodescrição e legendas descritivas.

Serviço

  • Cia Treme Terra em Belém
  • 17 de agosto
    • Exibição do documentário Danças Negras
    • Local: Cine Líbero Luxardo
    • Horário: 19h
  • 18 de agosto
    • Florestas de Odé
    • Local: Teatro Margarida Schivasappa
    • Horário: 20h

Com informações de Gil Soter/ Assessoria de Imprensa

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