O projeto Amazônia EcoQueer marcou presença na programação oficial do Scottish Queer International Film Festival (SQIFF), o Festival Internacional de Cinema Queer da Escócia. A mostra “Ecologias Encantadas” apresentou nove filmes de artistas LGBTQIAPN+ da Amazônia brasileira.
A sessão única ocorreu no Glasgow Film Theatre, na Escócia, em 24 de outubro, último dia da edição de 2026 do festival. As obras possuíam áudio em português e legendas descritivas em inglês.
A curadoria de “Ecologias Encantadas” foi feita por Danilo Baraúna, coordenador do Amazônia EcoQueer, e por Xuanlin Tham.
Em 2025, em Newcastle, o projeto apresentou a exposição “Afetos Assombrados | Ecologias Desorientadas”, na universidade. Também ocorreu a mostra “Ecologias da Beira”, em 6 de novembro de 2025, no Newcastle Contemporary Art. Já neste ano, foram exibidas as mostras “Ecologias Assombradas” no Sesc Ver-o-Peso, em Belém, e “Ecologias TransCuir” no Casarão de Ideias, em Manaus.
Mostra “Ecologias Encantadas”
A sessão teve uma breve introdução dos curadores, seguida por um bate-papo com Fi Halliday, do Govanhill LGBTQIA+ Gardening Group.
Os filmes tratam a natureza como um ser vivo e destacam o papel das cidades nas discussões ecológicas. Eles também abordam o pioneirismo de artistas negras nesse debate, além de apresentar encantados e seres espirituais amazônidas sob perspectivas queer e trans.
As produções exploram temas como degradação ambiental, histórias coloniais, construção de comunidades e violência de gênero. De acordo com a apresentação, os filmes revelam práticas orientadas ao não humano, mas humanamente responsáveis, presentes no imaginário coletivo.
O programa convida o público a repensar a relação com os ambientes locais e globais. Essa abordagem serve como tática para enfrentar os desafios ambientais e resistir a perspectivas sociais conservadoras e coloniais.
Filmes exibidos e propósito do Projeto
Entre os títulos exibidos na mostra estão
- Febre (2022), 6’, dir. Rafa Bqueer
- Ilha da autocontemplação (2020), 3’, dir. Allyster Fagundes
- Encantarias Idílicas (2022), 3’20”, dir. Rafael Matheus Moreira e João Lucas Pedrosa
- Ilha das Sombras (2020), 2’30”, dir. Allyster Fagundes
- Caipora (2019), 7’50”, dir. Rafaela Correia
- Herança (2025), 6’, dir. Keila-Sankofa, música Rafa Militão
- Corpo (in)finito? (2022), 6’36”, de Ramon Reis
- Pretinhos do mangue (2023),2’, dir. Nay Jinknss
- Nossos Passos fazem Jorra a Sede (2009), 3’, dir. Danielle Fonseca.
O Amazônia EcoQueer é um projeto de pesquisa e curadoria dedicado à circulação internacional de filmes e vídeos de artistas LGBTQIAPN+ da Amazônia brasileira. Sua proposta é entender como essa produção imagina futuros ecológicos cuir|queer para a região em meio à crise ambiental.
O projeto conecta gênero e sexualidade a justiça ambiental, mudanças climáticas e racismo ambiental na Amazônia. Sediado na Universidade de Newcastle, Inglaterra, possui financiamento da British Academy e parceria com instituições como a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o projeto Amazonart.



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